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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
manifesto cultural
A REVOLUÇÃO DO BIRIMBAU DE VERDADE
A capoeira já não é mal vista com antigamente. É praticada em academias, escolas e entidades comunitárias e já foi incorporada por diversos setores da sociedade que antes aconsideravam prática de marginais. A capoeira como manifestação cultural da etnia negra, e agora é moda na sociedade; parece estar sendo reconhecida, no entanto, continua sendo alvo da mesma discriminação de antigamente, pois a capoeira se transforma em mercado de trabalho para muita gente, possibilidade de emprego e dignidade para aqueles que trazem suas razões. Surgem movimentos capitalistas dentro da nossa comunidade, tornando-a reserva de mercado de trabalho, estabelecendo uma relação puramente econômica, e sem nenhuma referência cultural do saber popular. Assim, por este motivo o NÚCLEO CULTURAL DO BAIRRO RESTINGA torna pública essa denúncia de que existem pessoas com o intento de subornar e entregar a exploradores que visam somente o lucro na Restinga o espaço (área) que até agora prometido pelo atual governo municipal. Assim, a autonomia das relações da comunidade fica a mercê de interesses eleitoreiros, comprometendo a eficácia da cidadania com a construção coletiva para o bem de todos. O comprometimento do bem comum com atitude como estas, excluem de forma desastrosa a valorização da identidade de uma comunidade. Em resumo esta é a posição de uma direção na certeza que busca da defesa da comunidade em primeiro lugar. Dessa maneira convocamos todos para uma grande assembléia para que não haja dominação sem resistência cultural, política e solução jurídica que requer ocaso em pauta.
A luta nos espera companheiros...
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
A RESTINGA É "NÓIS"
A RESTINGA É NOSSA... ACREDITE!
Lutamos para elevar a auto-estima do povo em geral. O sucesso das nossas empreitadas depende da autonomia de cada individuo em se reconhecer no outro como seu igual; nas relações comunitárias mais próximas da realidade! Autor: Beleza- 11/11
AMEAÇA A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA
Compareci a Vila Castelo, Restinga, acesso, Cinco, esquina Acesso “C”, em 19/10/2011, conversei com algumas pessoas que participaram no dia de ontem na reunião do Fórum Regional de Segurança da Restinga acompanhado pela profª Orientadora Educacional, Cintia Moser da Escola Mun Fund. Mario Quintana, dessas Sr. Afonso e David sobre os fatos denunciados no último domingo e segunda-feira p.p de jovens agredidos por alguns policiais da Brigada Militar em ação premeditada pelos policiais agredindo moradora com arma de fogo. Além disso, tentei conversar com Sr. Paulo, pai de um dos jovens agredidos. O referido Senhor mostrou-se bastante agressivo, descontrolado (alcoolizado), No momento em que estava no local conversando com as pessoas daquela comunidade, apareceu no local a Rede Record- programa Balanço Geral que foi acionada por um dos familiares do jovem David. Fiz recomendações ao repórter da referida rede sobre fatos a serem divulgados nos MCS, podendo agravar e prejudicar as relações entre comunidade local e instituição policial. Na conversa com os jovens ficou claro que havia fatos velados com episódios envolvendo jovens em acontecimento do nosso bairro – Fica a pergunta como resolver situações agudas que vem acontecendo em nossas comunidades? O que é necessário para garantir acompanhamento efetivo do caso? Como qualificar a intervenção junto à comunidade? Porque os órgãos públicos que deveriam dar conta dessas tarefas se omitem do dever da função que exercem?
Ao Dirigir-me até a Escola Mario Quintana para conversar com a profª Orientadora e a Sra. Rose, mãe de aluna, mas não tive sucesso em encontrá-las. Aproveitei para conversar com alguns jovens que estava nas imediações dessas moradias e da escola, em função da presença da imprensa no local. A escuta que fiz, foi ouvir as queixas e questionamentos dos mesmos em relação à comunidade de moradia; regras de convivência; postura e as responsabilidades que a sociedade lhes impõe sem a devida oportunidade de atividade produtiva e ressarcimento financeiro. Percebi não haver espaço de escuta para quem está em fase difícil de transição na vida, com desejos não correspondidos ou mal administrados pelos adultos, causa um verdadeiro frisson nos jovens. Desta situação difícil para os atos de infracionais e vandalismos é um tantinho pequeníssimo nas relações pessoais.
De certa forma, procurei encaminhar junto aos jovens e moradores a construção de um movimento de cidadania que sugeri se chamasse MOVIEMENTO PONTO E VERGULA ou outra denominação que construísse de forma coletiva, propondo a comunidade o convite a participar efetivamente o Fórum de Segurança da Restinga com ajuda externa ao bairro sem perder a autonomia política.
Estava preocupado com repercussão do episódio na comunidade local com constatação in loco. Por isso, nesta data contatei com Sr. Bruno Knob, presidente do Conselho Municipal de Segurança colocando-o a par dos fatos acontecidos, colocando-se a disposição para elucidar os fatos. Assim passei a me cercar de apoio aquela situação trazida pelos moradores e acompanhados pela profª Cintia Moser; e a meu ver importante para as relações de educação da comunidade. Achei importante prestigiar o procedimento adotado pela professora e escola no episódio em questão que fez muito sem ter retaguarda necessária para estas ações importante na comunidade.
Ainda, contatei com a comissão de direitos humanos da Assembléia Legislativa, Sr. Jose, informou que seria preciso informar dados pessoais das vítimas de forma presencial para buscar dados pessoais e fatos para constituir processo de responsabilização dos policiais agressores.
Ainda, contatei com o gabinete da dep. Estadual Ana Afonso, com assessor de gabinete, Sr. Ben-hur, solicitei a presença da comissão de direitos Humanos da Assembléia Legislativa, comprometeu-se em retornar para informar quais ajudas no caso em questão.
Ainda, contatei com acessória da Presidente da Câmara de vereadores de P. Alegre, ver. Sofia Cavedon, com a Sra. Nani, onde solicitei a presença da comissão de direitos Humanos da Câmara de Vereadores na oitiva das vítimas do episodio em tela, ficou de retornar para quais ajudas poderiam disponibilizar para a comunidade.
Ainda, recebi retorno do Sr. Bruno Knob, atual pres. Do Conselho Municipal de segurança e cidadania, dando conta do que poderia auxiliar no que havia lhe informado da reunião que aconteria no dia 20/10/2011, às 14 horas na Escola Mario Quintana. Disse-me que havia que havia se informado com a Sra. Patricia do Couto, Coordenadora da Ouvidoria do Estado e que a mesma recomendava os procedimentos adotados pelo cap Tomasi; presente na reunião do Fojuseg/Restinga em 18/10/2011, colocando-se ma disposição para acompanhar o caso e ver outros encaminhamentos. Para o caso que poderia propor na comunidade com tranqüilidade. Diante disso, informei-lhe que não confiava nos encaminhamentos do referido ouvidor e que era necessário mais tempo para amadurecimento do referido ouvidor, por ser o mesmo oriundo de uma instituição repressora com um passado de histórias de autoritarismos, é necessário mais tempo que irão contar para esclarecimentos dos fatos acontecidos sem a comunidade ser ouvida. É relato preliminar dos fatos. Beleza, 19/10/2011
No dia 20/10/2012, aconteceu à reunião da ouvidoria na Escola Maria Quintana, conforme o combinado, sendo ouvidos os jovens em questão, familiares e membros da comunidade nas presenças das pessoas cidadãs acima e até o presente as autoridades fazem “boca siri”, não comentaram mais nada, estão quietos até o momento. E o engraçado é que o faz de conta continua: - os pais fazem de conta que controlam os limites dos filhos, as escolas fazem de conta que transmitem cidadania aos nossos alunos; as comunidades fazem conta que são atendidas em sua necessidade mais urgentes; o transporte faz de conta que atendem com eficiência as comunidades longínquas; a saúde não há filas e consultas disponíveis nos atendimentos próximos de casa; há médicos que atendem sentados, tratando o paciente com um “dois de paus”, sem mínima consideração; o Protejo, além de estar fora da comunidade deveria atender 290 jovens; atende no máximo 80 e não procuram os evadidos do projeto e até agora não vi informações a comunidade dando conta do atendimento; os projetos das mulheres da paz foram interrompidos, onde as mesmas não se organizaram na busca de autonomia, além de receberem um salário merreca para aquelas de fato batalham mesmo pela comunidade, mas há os “papagaios de pirata” que ocupam cargos de confiança ou “projetos mirabolantes” e ludibriam a comunidade. Tudo para acomodar como “dantes no quartel de Abrantes” e nada é feito para evoluir, ou dar sustentação para novas idéias na participação da juventude. Ademais, ficamos assim, assim... Dessa maneira, continuamos acarretando mais e mais dificuldades para organização da comunidade que agora adquire proporções enormes de crescimento populacional e não há surgimento de novas estruturas para atender e qualificar as demandas necessárias à comunidade. No meu entender deveremos ter outro desenho geopolítico para melhor organizar nossas relações de forma permanente nas relações comunitárias.
Em síntese, há bastante coisa que deveria ser preocupação das ditas “lideranças comunitárias” que na verdade estão preocupadas com seu próprio umbigo, que pouco fazem a quase nada fazem a favor de seus semelhantes. Aquele abraço, Beleza
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
A vida aos seis anos
Era uma vez a vida aos seis anos...
Eram seis horas e trinta minutos, quando me levantei, aliás, cedo de mais no dia de hoje, venho repetindo esta prática há uns três dias, com o objetivo de apanhar o jornal, de repente, um trio familiar cruzava a minha rua ao lado de onde moro. Eram menininhos de mais ou menos cinco ou seis anos e quem sabe, sejam gêmeos, caminhavam de mãos dadas com a mãe que aparentava não ter mais que trinta e dois anos de idade. A mãe caminhava elegante a passos miúdos e apressados com um dos ombros com sacola carregada, que pelo volume devia ter mudas de roupas, e outros objetos dos meninos, e como quem ia deixá-los em algum lugar para cuidá-los; e pela aparência não haviam dormido o suficiente que reparasse o sono, pois choramingavam incessantemente o tempo todo, mas não, um choro compulsivo que denunciasse algum maus-tratos. A mãe caminhava o tempo todo quieta; como quem estava atrasada para o trabalho, mas continuava o caminhar miudinho e quieta. Em dado momento da caminhada do trio parada dura, percebi que a mãe ao baixar os olhos, observando o choramingado dos filhos. Olhou-os, continuou a caminhar quieta e olhando reto no horizonte, caminhando freneticamente, e os garotinhos continuavam no rito com chorinho, quase manha, e trotando para acompanhar a frenesi ao lado da mãe. A mãe expressava no rosto um semblante carregado de preocupação, com angustia de choro contido; talvez pensando que como mulher poderia ter tido melhor sorte na vida no auge dos seus trinta e poucos anos; tão jovem; carregando seu sofrimento e mais dois infantes a seu lado; a mercê de tudo e todos sem poder se defender das maldades que o mundo impõe a nós todos.
Ao questionar-me diante do que passei a acompanhar por alguns minutos, enquanto o lia meu jornal, sobre vários fatos; como sempre fiz a vida toda; dessa vez não foi diferente. A principio fiquei muito emocionado; fui a lagrimas, chorei um pouco, pois em certas ocasiões o meu choro é interno, por dentro; choro enclausurado. Em certas ocasiões quando durmo, sonho com algumas melhorias para nossa comunidade; principalmente no local que trabalham pessoas amigas (os) por quem tenho enorme respeito e carinho, por seu caráter e trabalho que realizam nessa comunidade há muito tempo e também os mais novos; como dizem a rapaziada: - “GRANDE PESSOA”. Acordo um pouco assustado desejando que alguma parte do sonho torne-se realidade; ai me emociona silenciosamente e, vejo no semblante em algumas pessoas, que as analisando simploriamente sem levar em conta aspectos emocionais que dependem da sensibilidade de cada um. Mas ainda bem que não sou analista; ufa! E por estar lendo e escrevendo; veio a lembrança da minha avó materna contando-nos as suas origens; de onde veio; e como veio crescendo na vida até aquele seus sessenta um anos na vida na época, e exatamente a idade que tenho hoje, no ano de dois mil e onze, que Vónegra estaria completando 115 anos! E naquela época eu estava com sete anos; iria completá-los, bem como o inicio dessa história contada por mim; que tinha a idade daqueles “sarazinhos”, que são conduzidos de mãos dadas com a mãe.
Hoje, onze de novembro de dois mil e onze, no mesmo horário; além dos dois que já havia mencionado antes nessa história, hoje, acompanhava a mãe mais um “sararazinho”; com outros comportamentos: - a mãe caminhava livre e conversando mais descontraída, mais alegre com os dois meninos pequenos a frente da trupe, e um deles segurou a mão da mãe, beijou-a de forma efetuosa. E atrás o filho mais velho, por volta de dez anos, caminhava próximo, mas sozinho, logo atrás da mãe e irmãos menores, este estava com cara de sono, emburrado, beiçudo necessitando de mais sono reparador e com cara de poucos amigos. Percebi um clima familiar mais amistoso entre o agora quarteto e não mais o trio parada dura. Não tive mais contato com a trupe, além das duas oportunidades únicas da vida. É importante o exemplo de situações como essa, relatada aos leitores dessas poucas linhas a ser apreciadas no rigor da história. É necessário comprometer os responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescente para se tornarem cidadãos de fato, livres de se tornaram drogatitos e de todos os males que irão prejudicar a constituição cidadania para gerações atuais e futuras para o bem da sociedade. Em resumo, todos os dias tem situações semelhantes que de uma certa forma, comprometem o desenvolvimento das crianças nas comunidades brasileiras.
Entretanto, surge questionamento: - será que de posse destas observações, não seria interessante que a Rede de serviço da criança e do adolescente podeia coletar, mapear estas situações no sentido de identificar, incentivar, priorizar e apoiar estas mães para que possamos premiar estas crianças a serem protegidas desde cedo, sejam comprometidos como futuros cidadãos, será que conforme consta no art. 4 da Lei 8069/90- Eca? É o encaminhamento que faço a Rede de Serviços.
Em síntese é o que gostaria que fosse apreciado com maior sensibilidade pertinente aos cidadãos que lutam por igualdade,
aquele abraço a todos! Autor: José Carlos dos Santos Beleza – 11/nov/11
