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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

manifesto cultural

MANIFESTO

A REVOLUÇÃO DO BIRIMBAU DE VERDADE
A capoeira já não é mal vista com antigamente. É praticada em academias, escolas e entidades comunitárias e já foi incorporada por diversos setores da sociedade que antes aconsideravam prática de marginais. A capoeira como manifestação cultural da etnia negra, e agora é moda na sociedade; parece estar sendo reconhecida, no entanto, continua sendo alvo da mesma discriminação de antigamente, pois a capoeira se transforma em mercado de trabalho para muita gente, possibilidade de emprego e dignidade para aqueles que trazem suas razões. Surgem movimentos capitalistas dentro da nossa comunidade, tornando-a reserva de mercado de trabalho, estabelecendo uma relação puramente econômica, e sem nenhuma referência cultural do saber popular. Assim, por este motivo o NÚCLEO CULTURAL DO BAIRRO RESTINGA torna pública essa denúncia de que existem pessoas com o intento de subornar e entregar a exploradores que visam somente o lucro na Restinga o espaço (área) que até agora prometido pelo atual governo municipal. Assim, a autonomia das relações da comunidade fica a mercê de interesses eleitoreiros, comprometendo a eficácia da cidadania com a construção coletiva para o bem de todos. O comprometimento do bem comum com atitude como estas, excluem de forma desastrosa a valorização da identidade de uma comunidade. Em resumo esta é a posição de uma direção na certeza que busca da defesa da comunidade em primeiro lugar. Dessa maneira convocamos todos para uma grande assembléia para que não haja dominação sem resistência cultural, política e solução jurídica que requer ocaso em pauta.
A luta nos espera companheiros...
O REMISSO “A esmola quando é demais o Santo desconfia...” (ditado popular)" Um dia surgiu a Avenida. Já existia, mas agora se tornara a AVENIDA... Iluminação a mercúrio. Uma beleza. Mas iluminada demais para meu gosto, ressaltava a feiúra das malocas. Era preciso removê-las e rapidamente. Os caminhões surgiram derrepente. Ninguém sabia o que era a tal Restinga, para onde iriam todos compulsoriamente (de qualquer maneira)... Estávamos aborrecidos com tudo aquilo, alguns, um pouco esperançosos diante de várias promessas, lá foram eles... Quilômetros e quilômetros de estrada de chão batido e ao final o deserto... um fim de mundo (Produção da periferia – Nola Gamalho.) A Restinga estava sendo implantada e continua sendo, sem o mínimo conhecimento e informação aos seus futuros moradores para o gosto dos homens públicos da época ditatorial. Estes acham que removendo os trabalhadores com seus casebres mal construídos, pertences, cachorros etc, estariam se livrando dos indesejados, porque eram pobres, sem boas maneiras, sem consciência do seu papel de cidadãos. Até porque isto não interessava muito “naquelas alturas do campeonato”, o que queriam na verdade era se livrar “daquela gente toda” dos indesejados. Assim pensavam que mantendo isolados e afastados dos centros urbanos estariam livres “desta maloqueirada”(sic) e seus vários “pobremas”(sic) e não mais teriam a convivência dos mesmos. A política da época era “ressocializar”-na verdade tinham outro nome, com os argumentos que usavam para convencer criaturas que deveriam aprender a ser gente novamente, assim formaram um grande campo de concentração na Restinga para serem reeducados novamente para serem pretendente de algum favor feito por algum graduado da época da remoções em massa do povo humilde e que nos dias atuais não é muito diferente. Ledo engano dos que imaginavam que o “povão” iria aquieta-se longe do burburinho do centro da cidade, pois diversos trabalhadores se organizaram para reivindicar melhorias básicas para todos. Estes lutadores realizam pequenos serviços de manutenção nas moradias dos abastados.(ricos) levamos anos e anos a fio para conseguirem algum direito fosse atendido e ainda hoje pelejamos muito para conquistarmos direitos que ainda não foram garantidos. Eram eles que realizam tarefas penosas, de muito sacrifício e esforço físico ou será que teríamos alguém na classe média: -juiz, médico, promotor, prefeito, vereador empresários, realizando serviços de manutenção (escavando buraco, cortando lenha, conserto de chuveiros, tomadas elétricas, etc). É obvio que não...é bem capaz que os queridinhos sujariam suas mãos para tão ingrata tarefa, pois o seu pró-labore advém da remuneração que muitos trabalhadores levariam décadas para receber nos seus míseros salários. A nossa sociedade é desigual em quase todos os sentidos; explorados e exploradores... Se alguém está rico, é porque alguém ficou mais pobre do que já estava...Como escreveu um antigo escritor português ( ~1865 – Antonio Aleixo: SE ALGUÉM COME O PÃO QUE TEM , NÃO COME O PÃO DE NINGUÉM, MAS QUEM COME ALÉM DO QUE TEM COME O PÃO DE ALGUÉM). Dificilmente teremos alguém das camadas populares sendo coptado para a classe mais privilegiada, mas os pouquíssimos que tiverem conseguido elevar-se na condição social com seu próprio suor, após muitos anos de labuta humana para ser feliz; mas desta pequeníssima minoria com esta ascensão social não trouxeram retorno para que se colocasse ao lado das reivindicações e lutas dos seus antigos iguais, e assim sendo teriam outro status social, sobretudo haviam adquirido a febre do individualismo dos privilegiado mundo dos espertos! E como já trazido acima nesse escrito:“Se alguém ganha financeiramente; alguém perde, ou fica parada na mesma situação, ou regride nas aspirações de vida digna!” Os removidos, dá maneira como tudo aconteceu na época, fomos depositados em lugar desconhecido por todos, sem regras de convivência, sem qualquer estrutura mínima do conviver. E ao compararmos a educação ao longo de décadas, continua valendo o velho chavão: - devemos prepará-los para o mercado de trabalho -, também, veladamente chamado de mercantilismo e nunca para serem cidadãos de fato e de direito. Se não vejamos as condições dos educadores: professores - pais - sociedade. Os primeiros não têm salários condizentes com a função que exercem; as péssimas condições de retaguarda para os mesmos lidarem com as mais diferentes situações sociais de atuação junto a gurizada; e muitos não compreendem, ou não querem compreender de como lidar com as diferentes realidades sociais e culturais de um estado de direitos destes sujeitos mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso em condições dignas de existência dos pupilos. Acabam afunilando as sua reivindicações na questão meramente econômica. Os segundos querem a qualquer preço um lugar para deixar os filhos para poderem trabalhar ou “bater pernas”(sic) sem compromisso todo tempo livre que desfrutam, não importando a qualidade e acompanhamento na educação dos filhos, o seu crescimento harmonioso para que concretizarem sua autonomia na juventude e vida adulta. Há muitos pais que não importa o que os filhos façam no ambiente escolar e fora dele; não levam em conta um ambiente de participação e aprendizado para cidadania, pois insistem em não permitir que o alunado realize oficinas de aprendizados construtivos nas mais diferentes áreas sociais e da experimentação coletiva em suas vidas. Ou não tem oportunidade a suas crianças e adolescentes para exercerem o referido aprendizado importante para a vida adulta. Os terceiros são de uma sociedade para adultos, individualista, discriminatória, e não recebem incentivos para compartilhar experiências bem sucedidas, de modo a estar presentes na proposição e execução de fundamentos de formação do caráter em desenvolvimento dos infantes abandonados a sua própria sorte. De qualquer modo, ficamos a mercê dos políticos corruptos que auxiliados por indivíduos peçonhentos da comunidade que privilegiam somente questões pessoais em detrimento das construções coletivas do bem comum. Deste jeito, estamos revivendo as várias formas de remoções da década de sessenta, que trouxeram para cá indivíduos despreparados, sem qualquer orientação para ocupar seus espaços de moradias e trazidos de qualquer modo em sua instalação. E com o forte propósito discriminatório em remove-los para uma terra bem distante do centro da cidade, para não serem enxergados por muito tempo e aqui sobreviverem, sem emprego, sem salário, sem as mínimas condições básicas de urbanidade, e por serem negros, pobres, pedintes, incomodavam as classes abastadas nos logradouros públicos com sua dança, religião, diversão, alegria e aqui nestas terras longínquas foram largados como algo deixado ao relento. Desprezados! Como se pode ver, educar é envolver mais pessoas para transformar a realidade em algo palpável que podemos enxergá-los claramente. A educação não se resume em acumular conhecimentos. É dar as criaturas deste mundo o poder de transformar a própria vida e modificar a realidade ao seu redor. É deixa-los serem tocados e sensibilizados com algo que reconheçam como necessário para sua vida. Como escreveu CAMARGO, José C. – “Nada mais propicio ao oportunista e mau-caráter do que uma geração despolitizada” que se aproveita desta debilidade humana estando sempre a espreita e de prontidão para tirar proveito da situação. Assim, há muito por fazer na comunidade, carregamos a herança da remoção, exclusão em nossas entranhas viscerais de maneira velada, a comunidade possui atualmente dezoito escolas, em vias da décima nona escola, descomprometidas no seu conjunto; que em sua maioria conquistadas com nosso esforço em favor da coletividade da comunidade, mas ainda não conseguimos destacar um NORTE para ações de promoção das relações que corroborem a algum desenvolvimento que minore a falta de emprego, com menos exclusão social, com menos desuso dos lazeres da vizinhança e amigos. QUE NOS DEVOLVAM A BUSCA DA CULTURA E DA IDENTIDADE; DO QUE SOMOS OU QUEREMOS SER NO FUTURO? Jose Carlos Beleza – abril/2011

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O MENOSPRESO AOS POBRES O departamento Municipal de Habitação da prefeitura Municipal de porto alegre – DEMHAB ( declaração do então diretor do desta autarquia, Milton Pazzolo) iniciará hoje a remoção das malocas que estão impedindo o prolongamento da Av. Princesa Isabel, próximo a Av. Ipiranga, cerca de 80 casebres que impedem o prolongamento d1aquela artéria, que por coincidência é a rua da sede do DEMHAB, SERÃO REMOVIDIOS PARA A Restinga, onde já se encontram os moradores que habitavam a Vila Ilhota ( ZH, 10/07/1967, p14 e produção da periferia Nola Gamalho). O que está transcrito acima era forma corriqueira com as autoridades e Prefeitura Municipal de Porto Alegre, publicavam em jornais de grande circulação na Capital e Rio Grande do Sul, era a prática que as autoridades tratavam seu concidadão menos favorecidos na hierarquia do extrato social vigente e não difere muito da essência da sua prática velada no tratamento dado nos dias atuais. Dessa maneira as remoções vão se sucedendo anos após anos para um verdadeiro “CAMPO DE CONCENTRAÇÃO” com as mudanças de governantes dos anos de chumbo. Não há a menor ética na abordagem nas mais diferentes situações na completa ausência de manejo, respeito e dignidade daqueles indivíduos “sem eira e nem beira” (sic). Tais políticos até os dias de hoje não dão a mínima importância ou fazem questão de facilitar a busca da cidadania em favor dos SEM TETOS. Além do mais, uma política restauradora onde os chefes de famílias pudessem tocar sua vida sendo feliz, criar os filhos com o mínimo de dignidade; progredir nas suas alternativas da sua existência. Aliás, os senhores políticos em sua maioria continuam ignorando as inúmeras dificuldades que passam os trabalhadores. Vejam os problemas da educação dos seus filhos; os problemas com atendimento a saúde; os problemas com transporte coletivo – ônibus lotado; não cumprem horários; culpam os usuários; os problemas de moradias; o lazer onde será que anda? - aparecem projetos maravilhosos, mas sem efetivá-los concretamente após as eleições periódicas; a cultura não existe políticas, não respeitam e dizem que arte não é para pobre, não tem cinema, não tem atelier, não há qualquer forma de expressão e critica das suas vivências; não há diversão, “eles não precisam, podem se divertir brincando de soldado e ladrão no escuro das ruas” - “ai não querem criminalidade” - e noticiam “CRACK NEM PENSAR”. Será que é porque existe alguém da sua classe enfiado até o pescoço na droga e na criminalidade? E quem vai para cadeia o filho de trabalhadores, negros e desempregados...E o lixo urbano e industrial não há programas voltados para educação ambiental que leve em consideração a evolução das crianças e adolescentes; filho de pobre é “dimenor” e etc., etc... . Dessa maneira, defendemos o enfoque da coletividade, poderiam assenhorear-se das relações e dificuldades para encontrar soluções participativas, onde os indivíduos sendo sujeitos da sua história e para soluções dos problemas diários acima referidos neste texto. Mas há indivíduos do nosso próprio meio social, ditas lideranças comunitárias, que não compreendem a importância do seu papel na sociedade e nos movimentos sociais, são papéis diferentes, estes aplicam a falácia autoritária, achando esta prática estaria contribuindo com a autonomia das comunidades. Assim, é muito importante que todo, independente do gosto pessoal por esta ou aquela pessoa, ser um facilitador da organização popular, verdadeiramente, terá o reconhecimento dos seus iguais e das referências locais para seu desenvolvimento como cidadão consciente dos seus direitos e deveres. Quanto mais criarmos problemas para nós mesmos, mais dificilmente encontraremos respostas, deixando de estar presente na construção do mundo sem violência, sem drogas, ou seja, um mundo de paz, tão necessária nos dias atual da vida. Jose Carlos Beleza / mar/2011

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A RESTINGA É "NÓIS"


A RESTINGA É NOSSA... ACREDITE!
Lutamos para elevar a auto-estima do povo em geral. O sucesso das nossas empreitadas depende da autonomia de cada individuo em se reconhecer no outro como seu igual; nas relações comunitárias mais próximas da realidade! Autor: Beleza- 11/11

AMEAÇA A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA

AGRESSÃO PÚBLICA
Compareci a Vila Castelo, Restinga, acesso, Cinco, esquina Acesso “C”, em 19/10/2011, conversei com algumas pessoas que participaram no dia de ontem na reunião do Fórum Regional de Segurança da Restinga acompanhado pela profª Orientadora Educacional, Cintia Moser da Escola Mun Fund. Mario Quintana, dessas Sr. Afonso e David sobre os fatos denunciados no último domingo e segunda-feira p.p de jovens agredidos por alguns policiais da Brigada Militar em ação premeditada pelos policiais agredindo moradora com arma de fogo. Além disso, tentei conversar com Sr. Paulo, pai de um dos jovens agredidos. O referido Senhor mostrou-se bastante agressivo, descontrolado (alcoolizado), No momento em que estava no local conversando com as pessoas daquela comunidade, apareceu no local a Rede Record- programa Balanço Geral que foi acionada por um dos familiares do jovem David. Fiz recomendações ao repórter da referida rede sobre fatos a serem divulgados nos MCS, podendo agravar e prejudicar as relações entre comunidade local e instituição policial. Na conversa com os jovens ficou claro que havia fatos velados com episódios envolvendo jovens em acontecimento do nosso bairro – Fica a pergunta como resolver situações agudas que vem acontecendo em nossas comunidades? O que é necessário para garantir acompanhamento efetivo do caso? Como qualificar a intervenção junto à comunidade? Porque os órgãos públicos que deveriam dar conta dessas tarefas se omitem do dever da função que exercem?
Ao Dirigir-me até a Escola Mario Quintana para conversar com a profª Orientadora e a Sra. Rose, mãe de aluna, mas não tive sucesso em encontrá-las. Aproveitei para conversar com alguns jovens que estava nas imediações dessas moradias e da escola, em função da presença da imprensa no local. A escuta que fiz, foi ouvir as queixas e questionamentos dos mesmos em relação à comunidade de moradia; regras de convivência; postura e as responsabilidades que a sociedade lhes impõe sem a devida oportunidade de atividade produtiva e ressarcimento financeiro. Percebi não haver espaço de escuta para quem está em fase difícil de transição na vida, com desejos não correspondidos ou mal administrados pelos adultos, causa um verdadeiro frisson nos jovens. Desta situação difícil para os atos de infracionais e vandalismos é um tantinho pequeníssimo nas relações pessoais.
De certa forma, procurei encaminhar junto aos jovens e moradores a construção de um movimento de cidadania que sugeri se chamasse MOVIEMENTO PONTO E VERGULA ou outra denominação que construísse de forma coletiva, propondo a comunidade o convite a participar efetivamente o Fórum de Segurança da Restinga com ajuda externa ao bairro sem perder a autonomia política.
Estava preocupado com repercussão do episódio na comunidade local com constatação in loco. Por isso, nesta data contatei com Sr. Bruno Knob, presidente do Conselho Municipal de Segurança colocando-o a par dos fatos acontecidos, colocando-se a disposição para elucidar os fatos. Assim passei a me cercar de apoio aquela situação trazida pelos moradores e acompanhados pela profª Cintia Moser; e a meu ver importante para as relações de educação da comunidade. Achei importante prestigiar o procedimento adotado pela professora e escola no episódio em questão que fez muito sem ter retaguarda necessária para estas ações importante na comunidade.
Ainda, contatei com a comissão de direitos humanos da Assembléia Legislativa, Sr. Jose, informou que seria preciso informar dados pessoais das vítimas de forma presencial para buscar dados pessoais e fatos para constituir processo de responsabilização dos policiais agressores.
Ainda, contatei com o gabinete da dep. Estadual Ana Afonso, com assessor de gabinete, Sr. Ben-hur, solicitei a presença da comissão de direitos Humanos da Assembléia Legislativa, comprometeu-se em retornar para informar quais ajudas no caso em questão.
Ainda, contatei com acessória da Presidente da Câmara de vereadores de P. Alegre, ver. Sofia Cavedon, com a Sra. Nani, onde solicitei a presença da comissão de direitos Humanos da Câmara de Vereadores na oitiva das vítimas do episodio em tela, ficou de retornar para quais ajudas poderiam disponibilizar para a comunidade.
Ainda, recebi retorno do Sr. Bruno Knob, atual pres. Do Conselho Municipal de segurança e cidadania, dando conta do que poderia auxiliar no que havia lhe informado da reunião que aconteria no dia 20/10/2011, às 14 horas na Escola Mario Quintana. Disse-me que havia que havia se informado com a Sra. Patricia do Couto, Coordenadora da Ouvidoria do Estado e que a mesma recomendava os procedimentos adotados pelo cap Tomasi; presente na reunião do Fojuseg/Restinga em 18/10/2011, colocando-se ma disposição para acompanhar o caso e ver outros encaminhamentos. Para o caso que poderia propor na comunidade com tranqüilidade. Diante disso, informei-lhe que não confiava nos encaminhamentos do referido ouvidor e que era necessário mais tempo para amadurecimento do referido ouvidor, por ser o mesmo oriundo de uma instituição repressora com um passado de histórias de autoritarismos, é necessário mais tempo que irão contar para esclarecimentos dos fatos acontecidos sem a comunidade ser ouvida. É relato preliminar dos fatos. Beleza, 19/10/2011
No dia 20/10/2012, aconteceu à reunião da ouvidoria na Escola Maria Quintana, conforme o combinado, sendo ouvidos os jovens em questão, familiares e membros da comunidade nas presenças das pessoas cidadãs acima e até o presente as autoridades fazem “boca siri”, não comentaram mais nada, estão quietos até o momento. E o engraçado é que o faz de conta continua: - os pais fazem de conta que controlam os limites dos filhos, as escolas fazem de conta que transmitem cidadania aos nossos alunos; as comunidades fazem conta que são atendidas em sua necessidade mais urgentes; o transporte faz de conta que atendem com eficiência as comunidades longínquas; a saúde não há filas e consultas disponíveis nos atendimentos próximos de casa; há médicos que atendem sentados, tratando o paciente com um “dois de paus”, sem mínima consideração; o Protejo, além de estar fora da comunidade deveria atender 290 jovens; atende no máximo 80 e não procuram os evadidos do projeto e até agora não vi informações a comunidade dando conta do atendimento; os projetos das mulheres da paz foram interrompidos, onde as mesmas não se organizaram na busca de autonomia, além de receberem um salário merreca para aquelas de fato batalham mesmo pela comunidade, mas há os “papagaios de pirata” que ocupam cargos de confiança ou “projetos mirabolantes” e ludibriam a comunidade. Tudo para acomodar como “dantes no quartel de Abrantes” e nada é feito para evoluir, ou dar sustentação para novas idéias na participação da juventude. Ademais, ficamos assim, assim... Dessa maneira, continuamos acarretando mais e mais dificuldades para organização da comunidade que agora adquire proporções enormes de crescimento populacional e não há surgimento de novas estruturas para atender e qualificar as demandas necessárias à comunidade. No meu entender deveremos ter outro desenho geopolítico para melhor organizar nossas relações de forma permanente nas relações comunitárias.
Em síntese, há bastante coisa que deveria ser preocupação das ditas “lideranças comunitárias” que na verdade estão preocupadas com seu próprio umbigo, que pouco fazem a quase nada fazem a favor de seus semelhantes. Aquele abraço, Beleza

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A vida aos seis anos

Era uma vez a vida aos seis anos...

Eram seis horas e trinta minutos, quando me levantei, aliás, cedo de mais no dia de hoje, venho repetindo esta prática há uns três dias, com o objetivo de apanhar o jornal, de repente, um trio familiar cruzava a minha rua ao lado de onde moro. Eram menininhos de mais ou menos cinco ou seis anos e quem sabe, sejam gêmeos, caminhavam de mãos dadas com a mãe que aparentava não ter mais que trinta e dois anos de idade. A mãe caminhava elegante a passos miúdos e apressados com um dos ombros com sacola carregada, que pelo volume devia ter mudas de roupas, e outros objetos dos meninos, e como quem ia deixá-los em algum lugar para cuidá-los; e pela aparência não haviam dormido o suficiente que reparasse o sono, pois choramingavam incessantemente o tempo todo, mas não, um choro compulsivo que denunciasse algum maus-tratos. A mãe caminhava o tempo todo quieta; como quem estava atrasada para o trabalho, mas continuava o caminhar miudinho e quieta. Em dado momento da caminhada do trio parada dura, percebi que a mãe ao baixar os olhos, observando o choramingado dos filhos. Olhou-os, continuou a caminhar quieta e olhando reto no horizonte, caminhando freneticamente, e os garotinhos continuavam no rito com chorinho, quase manha, e trotando para acompanhar a frenesi ao lado da mãe. A mãe expressava no rosto um semblante carregado de preocupação, com angustia de choro contido; talvez pensando que como mulher poderia ter tido melhor sorte na vida no auge dos seus trinta e poucos anos; tão jovem; carregando seu sofrimento e mais dois infantes a seu lado; a mercê de tudo e todos sem poder se defender das maldades que o mundo impõe a nós todos.

Ao questionar-me diante do que passei a acompanhar por alguns minutos, enquanto o lia meu jornal, sobre vários fatos; como sempre fiz a vida toda; dessa vez não foi diferente. A principio fiquei muito emocionado; fui a lagrimas, chorei um pouco, pois em certas ocasiões o meu choro é interno, por dentro; choro enclausurado. Em certas ocasiões quando durmo, sonho com algumas melhorias para nossa comunidade; principalmente no local que trabalham pessoas amigas (os) por quem tenho enorme respeito e carinho, por seu caráter e trabalho que realizam nessa comunidade há muito tempo e também os mais novos; como dizem a rapaziada: - “GRANDE PESSOA”. Acordo um pouco assustado desejando que alguma parte do sonho torne-se realidade; ai me emociona silenciosamente e, vejo no semblante em algumas pessoas, que as analisando simploriamente sem levar em conta aspectos emocionais que dependem da sensibilidade de cada um. Mas ainda bem que não sou analista; ufa! E por estar lendo e escrevendo; veio a lembrança da minha avó materna contando-nos as suas origens; de onde veio; e como veio crescendo na vida até aquele seus sessenta um anos na vida na época, e exatamente a idade que tenho hoje, no ano de dois mil e onze, que Vónegra estaria completando 115 anos! E naquela época eu estava com sete anos; iria completá-los, bem como o inicio dessa história contada por mim; que tinha a idade daqueles “sarazinhos”, que são conduzidos de mãos dadas com a mãe.

Hoje, onze de novembro de dois mil e onze, no mesmo horário; além dos dois que já havia mencionado antes nessa história, hoje, acompanhava a mãe mais um “sararazinho”; com outros comportamentos: - a mãe caminhava livre e conversando mais descontraída, mais alegre com os dois meninos pequenos a frente da trupe, e um deles segurou a mão da mãe, beijou-a de forma efetuosa. E atrás o filho mais velho, por volta de dez anos, caminhava próximo, mas sozinho, logo atrás da mãe e irmãos menores, este estava com cara de sono, emburrado, beiçudo necessitando de mais sono reparador e com cara de poucos amigos. Percebi um clima familiar mais amistoso entre o agora quarteto e não mais o trio parada dura. Não tive mais contato com a trupe, além das duas oportunidades únicas da vida. É importante o exemplo de situações como essa, relatada aos leitores dessas poucas linhas a ser apreciadas no rigor da história. É necessário comprometer os responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescente para se tornarem cidadãos de fato, livres de se tornaram drogatitos e de todos os males que irão prejudicar a constituição cidadania para gerações atuais e futuras para o bem da sociedade. Em resumo, todos os dias tem situações semelhantes que de uma certa forma, comprometem o desenvolvimento das crianças nas comunidades brasileiras.

Entretanto, surge questionamento: - será que de posse destas observações, não seria interessante que a Rede de serviço da criança e do adolescente podeia coletar, mapear estas situações no sentido de identificar, incentivar, priorizar e apoiar estas mães para que possamos premiar estas crianças a serem protegidas desde cedo, sejam comprometidos como futuros cidadãos, será que conforme consta no art. 4 da Lei 8069/90- Eca? É o encaminhamento que faço a Rede de Serviços.

Em síntese é o que gostaria que fosse apreciado com maior sensibilidade pertinente aos cidadãos que lutam por igualdade,

aquele abraço a todos! Autor: José Carlos dos Santos Beleza – 11/nov/11